X Encontro da Teia Cabocla reúne comunidades ribeirinhas

Posted on 1 de novembro de 2011 by Fábio Pena.
Categories: Amazônia, Cultura digital, Educação, Juventude, Teia Cabocla.

Foto: Teia Cabocla 2010

 

Cerca de 150 jovens e lideranças de 40 comunidades espalhadas nos rios Tapajós, Amazonas e Arapiuns, nos Municípios de Santarém, Belterra e Juruti, tem encontro marcado nos dias 04, 05 e 06 de novembro de 2011, na comunidade de Suruacá, margem esquerda do Tapajós. Eles vão trazer na bagagem as experiências de suas comunidades com o Programa de Educação, Cultura e Comunicação do Projeto Saúde e Alegria – PSA, que conta com o apoio da Vivo e Fundação Telefônica. Lá estarão representantes de Comissões Locais de Educação Popular, Agentes Multiplicadores dos Direitos das Crianças e Adolescentes, Monitores de Telecentros para Inclusão Digital, Repórteres da Rede Mocoronga, de rádios, jornais, blogs comunitários e núcleos de produção audiovisual com uso de celulares.

Juntos, vão avaliar e planejar ações que estão desenvolvendo de forma integrada num grande Arranjo Educativo Intercomunitário para a promoção da cidadania, da saúde comunitária, dos direitos das crianças e adolescentes e da cultura das comunidades ribeirinhas.

Na sexta-feira, dia 04 /11 à noite, a abertura do encontro contará com a apresentação das comunidades que vão trazer músicas, artesanatos, objetos representativos de sua diversidade cultural, expressando a simbologia de sua integração na Teia Cabocla. Além das falas dos coordenadores do PSA, dos parceiros e financiadores do projeto, e lideranças regionais, a abertura terá a uma grande recepção cultural preparada pela comunidade de Suruacá aos visitantes.

Conexão Amazônica – o barco de linha do futuro

Um dos principais temas a serem discutidos no sábado, dia 05/11, será “Comunidades da Amazônia na Sociedade da Informação”, que contará com a presença do representante da Vivo/ Fundação Telefônica, Luiz Fernando, falando sobre “economia criativa e sociedade em rede”, e da representante do programa Telecentros Br/ Governo Federal, Cristina Mori, falando das ações do Programa Nacional de Inclusão Digital na Amazônia. E dois jovens participantes da Teia Cabocla, Mônica de Almeida e Maikson Serrão, vão destacar o tema: “O mundo vê a gente, a gente vê o mundo”: o potencial de conteúdos comunitários na rede. Será feita o que está sendo chamado de “Piracaia Temática”. A piracaia é um hábito peculiar das comunidades ribeirinhas de assar o peixe na brasa à beira da praia, enquanto contam as histórias do dia num bom bate papo. Todos estarão convidados a saborear a piracaia de novos conhecimentos, olhando a importância de conectar a Amazônia ao mundo, principalmente a partir da visão que quem vive na região.

Na conversa, as experiências dos telecentros culturais comunitários implantados nas comunidades ribeirinhas estarão na pauta. Em parceria com o Programa Telecentros Br, a Rede Mocoronga já conta com 12 telecentros equipados com computadores e acesso à internet no meio da floresta, onde os jovens podem divulgar sua realidade e ter acesso às informações que são úteis no seu desenvolvimento pessoal e de suas comunidades. Mais 09 telecentros estão previstos até o começo de 2012, com meta de 40 unidades à médio prazo.

Destaque também para o Projeto Conexão Amazônica, parceria com a Vivo, que permitiu ampliar as possibilidades de conectividade a partir da implantação de uma antena 3G em Belterra em 2009, e outra torre na comunidade de Suruacá, às margens do rio Tapajós. As comunidades estão tendo acesso à telefonia celular e à internet 3G. O projeto também fez doação de 100 celulares com crédito para a melhor interlocução com as atividades do Projeto Saúde & Alegria. E 15 grupos, também receberam um kit (celulares e lap tops) e capacitação para produção de conteúdos locais e sua publicação na internet.

Cada vez mais, o rico repertório sociocultural das comunidades ribeirinhas, antes escondidos debaixo da floresta, passa a estar nas telas de um smartphone ou à um clique de um post num blog com nome curioso, como Muratuba ou Suruacá. É a cultura digital que já é realidade na floresta.

MocoOscar – tapete vermelho para as produções de vídeo da Rede Mocoroga

Durante a Teia Cabocla, acontecerá também a premiação para os vídeos produzidos pelas comunidades durante 2011, especialmente aquelas que participaram das oficinas de produção audiovisual com o uso de smartphones. Na noite de sábado, os vídeos serão exibidos e o tapete vermelho será estendido para valorizar os talentos ribeirinhos. Os produtores, cinegrafistas, editores e atores protagonistas são as pessoas das próprias comunidades. É a amazônia do caboclo, pelo caboclo da Amazônia.

Educar para promover os direitos das Crianças e Adolescentes

Outro assunto que será tratado no encontro, é o fortalecimento das iniciativas de educação popular pelos direitos das crianças e adolescentes. Durante todo o ano, através de um projeto tem apoio do Fundo Municipal dos Direitos da Criança de Santarém, o Projeto realizou caravanas de educação nas comunidades, através de metodologias lúdicas que permitiram às comunidades discutir os problemas que afetam esses direitos, e como a própria comunidade pode se organizar para superá-los.

Nessas oficinas, através da criação de Comissões Locais de Educação, equipe do projeto e comunitários realizaram um diagnostico dos principais problemas apresentados, entre os quais destacam-se saúde da criança; gravidez na adolescência; alcoolismo na família e na juventude;  problemas de convivência familiar e comunitária.

O Encontro da Teia Cabocla será um espaço para aprofundar a discussão sobre esses temas e elaborar estratégias comuns. Através da criação de um grande Arranjo Educativo Intercomunitário, os agentes vão integrar os meios de comunicação já disponíveis em suas comunidades para promover campanhas educativas em 2012. Além disso, um grupo de jovens está sendo capacitado em metodologias artísticas para apoiar as atividades da equipe do projeto, qualificando as abordagens educativas do Circo Mocorongo de Saúde & Alegria.

Oficinas práticas de produção colaborativa

O domingo, dia 06/11 está reservado para oficinas que vão capacitar os participantes da Teia Cabocla em produção de vídeos, rádio, redes sociais, produção de blogs e jornalismo comunitário, circo e teatro. As oficinas contarão com a participação do Coletivo Puraqué, grupo de ativistas da cultura digital de Santarém.

Na noite de domingo, será feita a apresentação das produções no Gran Circo Mocorongo, com atrações das comunidades participantes, seguida de grande festa de integração intercomunitária.

Acompanhe a cobertura do evento em: www.redemooronga.org.br
Ou pelo twitter: @redemocoronga

Cultura Digital na floresta já é realidade

Posted on 20 de dezembro de 2010 by Fábio Pena.
Categories: Comunicação, Cultura digital.

Tema foi debatido no encontro da Teia Cabocla, com participação de Jader Gama, do Projeto Puraqué

Estar à frente de um computador pela primeira vez. Falar com um parente distante com o telefone celular. Publicar uma foto ou vídeo em redes sociais, diretamente de uma comunidade do rio Tapajós. Experiências que cada vez mais são vistas em nossa região.

Nos últimos anos, várias iniciativas vêm proporcionando a inclusão das comunidades na sociedade da informação. A implantação de telecentros da Rede Mocoronga e a chegada da conexão 3G com o apoio da Vivo, vem abrindo novos horizontes para os ribeirinhos, possibilitando interagir com a “outra margem do rio”.

Cultura Digital entendida como um processo onde as pessoas desenvolvem as habilidades de se comunicar a partir do uso das tecnologias digitais, desde o local em que vivem até o global no espaço que chamamos de sociedade da informação. Mas como fazer com que essa cultura digital que começa chegar nas comunidades, possa ter também o jeito da cultura local?

O encontro da Teia Cabocla, foi um fértil laboratório que mostrou que isso já está acontecendo nas comunidades. Na tarde do dia 18/12, o diálogo começou com a participação de Jader Gama, do Projeto Puraqué, grupo de ativistas da inclusão digital e do software livre, um dos parceiros do Saúde & Alegria no Pontão de Cultura Digital do Tapajós.

De forma bastante motivadora, Gama interagiu com os participantes de diferentes comunidades. “Na realidade atual, o centro do mundo é onde você está. Não importa se você vive em São Paulo, em Belterra ou Capixauã. Se a gente tem equipamento tecnológico, conexão e conhecimento, quem é que disse que não podemos ter alguém documentando e divulgando para o mundo a cultura da comunidade”. Gama vai além. Ele acredita que não basta apenas as pessoas terem acesso aos meios, aos equipamentos, mas também que elas precisam entender como os sistemas funcionam. “Quem é que disse que não podemos ter um jovem montando programas de computador numa comunidade ribeirinha?”, pergunta lançando um desafio.

Em Suruacá, no Rio Tapajós, funciona desde 2003 o primeiro telecentro da Rede Mocoronga, com acesso à internet via programa GESAC do Governo Federal. Lá os moradores já sabem muito bem a diferença que faz estar incluído no mundo digital. “Essa revolução nós já estamos vivendo”, conta o jovem Nilson Correia, um dos monitores do telecentro e também locutor da rádio comunitária local, a Rádio Japiim. “Nós podemos baixar músicas da internet e melhorar a programação da nossa rádio. Também podemos divulgar notícias para a comunidade em tempo real. E ao mesmo tempo, divulgar nossas notícias no blog da comunidade”, comemora.

Mas há muitos desafios para promover a cultura digital nas comunidades ribeirinhas. Somente a Rede Mocoronga possui seis novos telecentros com infra-estrutura implantada a mais de um ano, que  aguardam a conexão do Programa GESAC. Apesar disso, Paulo Lima, coordenador de Inclusão Digital do Saúde e Alegria, tem boas expectativas. “O governo federal lançou o programa Telecentros Br, que vai apoiar a consolidação dessa rede e implantar 50 novos telecentros em nossa região. O programa vai ter também bolsas para ajudar na formação dos monitores dos telecentros”.

Circo Mocorongo: esquete mostra importância co celular nas emergências

Além dos telecentros, as comunidades estão experimentando o uso dos celulares com conexão 3G, possibilitado com a implantação de duas antenas da VIVO no Tapajós. Uma em Belterra e outra em Suruacá. E é nas coisas do dia a dia que podemos entender melhor o que significa cultura digital na floresta. O Jovem Aluízio Nunes de Souza, da comunidade de Paricatuba, rio Tapajós, contou que no primeiro dia em que receberam o celular comunitário 3G, não acreditavam que iria funcionar na comunidade. Por isso, “fomos testando durante toda a viagem no barco, ligando para as pessoas. Quando chegamos na comunidade, que surpresa, o celular deu sinal positivo!” Naquele mesmo dia, o equipamento já mostrou sua serventia. “Uma pessoa estava doente na comunidade e tivemos que chamar a ambulancha da prefeitura” Se não tivesse essa comunicação, a vida de uma pessoa poderia estar em perigo.

O mesmo smartphone que Aluízio usou para pedir socorro para a pessoa doente, pode ser usado para fotografar e filmar o dia a dia da comunidade. Hoje a Rede Mocoronga já conta com seis grupos capacitados para a produção de vídeos, que podem ser assistidos no youtube. Agora a expectativa é que essa produção aumente.

No encontro da Teia Cabocla, aconteceu a primeira oficina para a produção audiovisual com smartphones. A experiência já mostrou a diversidade de conteúdos que vem por aí.  Os participantes da Teia Cabocla vão poder participar do 1o Concurso de Cultura Digital com o tema: “O que é cultura na minha comunidade”. O resultado sai em fevereiro. É esperar para ver que debaixo da floresta da gente, tem gente filmando, fotografando e caindo na rede.

Teia Cabocla começa com animação e lança olhar juvenil das comunidades

Posted on 17 de dezembro de 2010 by Fábio Pena.
Categories: Comunicação, Cultura digital, Educação, Juventude.

Uma animada dinâmica de integração marcou o início do IX Encontro da Teia Cabocla, com a presença de 104 jovens vindos de mais de 40 comunidades ribeirinhas dos rios Tapajós, Amazonas e Arapiuns, Oeste do Pará.

Uma a uma, as comunidades se apresentaram e mostraram as expectativas para esta nova edição do encontro que ocorre anualmente, com o objetivo de incentivar o engajamento social da juventude, fortalecendo sua cidadania e sua participação ativa em ações comunitárias. A novidade deste ano, é que cerca de 15 novas comunidades estão participando pela primeira vez do encontro, demonstrando a expansão da inciativa para novos grupos.

Após a apresentação dos objetivos gerais do evento, iniciou-se uma dinâmica de mapeamento participativo, com o objetivo de registrar, a partir da memória dos participantes, os conhecimentos sobre a realidade de suas comunidades.

“O reconhecimento do território e a ampliação da visão da realidade é um dos passos fundamentais para o exercício da cidadania”, afirma Magnólio de Oliveira, que coordenou a atividade. Qual o retrato atual das nossas comunidades? Através dessa pergunta, os participantes da Teia Cabocla iniciaram a construção de um grande mapa em que mostram através de desenhos, legendas e textos,  sua percepção territorial e sua representação socioambiental, e quais são as inciativas existentes nas comunidades em relação ao trabalho do Projeto Saúde e Alegria.

A dinâmica permitiu que fosse lançado um olhar juvenil sobre a realidade das comunidades. Os jovens têm uma nova percepção, pois estão em processo de formação da identidade e com aspirações diversas para o futuro. Manifestaram a necessidade de interação com o mundo moderno (acesso às novas tecnologias), mas ao mesmo tempo, identificam os laços que os ligam com sua cultura tradicional, com os laços comunitários.

Adultos, lideranças, estão também participando do encontro. E assim, o encontro do passado com o presente ajuda a tecer a teia do futuro, expressando melhor no futuro que queremos para as comunidades ribeirinhas. Uma amazônia desenvolvida, com seu povo conectado, com um olhar cidadão da realidade e forte em sua cultura e identidade.

Teia Cabocla reúne jovens para promover cultura digital e educação comunitária

Posted on 16 de dezembro de 2010 by Fábio Pena.
Categories: Comunicação, Cultura digital, Educação, Juventude.

Cerca de 80 jovens, comunicadores e agentes de educação popular vindos de 40 comunidades ribeirinhas dos municípios de Santarém, Belterra, Aveiro e Juruti estarão reunidos neste final de semana, dias 17, 18 e 19/12 em Santarém, no centro de formação Emaús, para o IX Encontro da Teia Cabocla. Trata-se de um encontro promovido anualmente pelo Projeto Saúde e Alegria com o objetivo de incentivar o engajamento social da juventude, fortalecendo sua cidadania e sua participação ativa em ações comunitárias. Este ano, o evento conta com o apoio do Instituto Vivo, da Fundação Konrad Adenauer e LAZ/ União Européia.  Terá como foco principal, o fortalecimento de uma rede de aprendizagem colaborativa na Amazônia, por meio de agentes comunitários de educação que utilizam as tecnologias digitais, a arte e cultura regional.

Suruacá, Capixauã, Maripá, Muratuba, Piquiatuba… Nomes típicos de comunidades ribeirinhas da Amazônia, já demonstram a diversidade que estará presente no encontro. Viajando muitas horas descendo os rios Tapajós, Amazonas e Arapiuns, os representantes de um total de 40 comunidades vão se encontrar em Santarém, trazendo na bagagem suas experiências e muita vontade de aprender coisas novas, que possam retornar em benefício para suas comunidades.

O evento vai agregar os participantes das diversas iniciativas empreendidas pelo Projeto Saúde e Alegria no campo da educação, cultura, comunicação e inclusão digital. Representantes de Comissões Locais de Saúde, Agentes Multiplicadores do ECA – Estatuto da Criança e do Adolescente; jovens repórteres e monitores de telecentros estarão presentes. Juntos, durante dois dias e meio, eles irão discutir temas como a educação popular para a promoção da saúde; a garantia dos direitos fundamentais de crianças e adolescentes; a cultura digital e a comunicação comunitária; a sociedade em rede e a presença das comunidades ribeirinhas.

Vários participantes já estão em Santarém. Adailson Vieira Carvalho, Agente Comunitário de Saúde da Comunidade de Cabeira do Amorim, conta que está ancioso para o encontro começar. “Minha expectativa é muito grande. Já participo pela segunda vez da Teia Cabocla. Será uma oportunidade de encontrar com os amigos que também participam dessa Rede. Quero mostrar o trabalho de comunicação que faço na Rádio Juventude de Cabeceira do Amorim, onde tenho um programa que valoriza os artistas da comunidade, além de divulgar assuntos educativos sobre saúde para a população”.  Adasilson trouxe também seu colega Josimar Bentes, de 18 anos. Com um pouco de timidez, Josimar conta que é o técnico de som da rádio comunitária. “É a primeira vez que venho participar, quero aprender mais sobre rádio e conhecer novas pessoas”.

Adailson e Josimar vão se juntar às dezenas de jovens que também participam da Rede Mocoronga de Comunicação Popular, presente em 24 comunidades com rádios, jornais locais, equipes de vídeo e cineclubes e blogs colaborativos. E assim promete ser o evento, um espaço de novas aprendizagens. Os mais experientes vão fortalecer suas iniciativas, enquanto os iniciantes terão também espaços para aperfeiçoar seus conhecimentos, com oficinas técnicas de rádio, jornalismo comunitário, blogs e produção de vídeos.

As experiências de cultura digital e comunicação comunitária tem ampliado as oportunidades de inclusão das comunidades ribeirinhas na sociedade da informação e do conhecimento. A Rede Mocoronga já conta com 12 telecentros equipados com computadores e acesso à internet no meio da floresta, onde os jovens podem divulgar sua realidade e ter acesso às informações que podem ser úteis no seu próprio crescimento pessoal e de suas comunidades.

Através da parceria com a Vivo, mais um aporte tecnológico vai contribuir para expandir essa experiência. A partir da implantação de uma antena 3G em Belterra em 2009, e a recém instalada torre na comunidade de Suruacá, às margens do rio Tapajós, as comunidades estão tendo acesso à telefonia celular e à internet 3G. O trabalho envolve também a doação de celulares smartphones de última geração para 15 grupos e cerca de 100 comunidades receberam aparelhos para a melhor interlocução com as atividades do Projeto Saúde & Alegria.  Esses aparelhos terão um pacote de dados para acesso à Internet e trinta reais de créditos por um ano.

“Os jovens que estão recebendo celulares smartphone, participarão de oficinas práticas para o uso destes dispositivos para a produção de fotos, vídeos e sua publicação na internet, o que elevará consideravelmente a presença das comunidades e seus conteúdos na rede”, conta Paulo Lima, coordenador de inclusão digital do PSA.

Cada vez mais, o rico repertório sócio-cultural das comunidades ribeirinhas, antes escondidos debaixo da floresta, passa a estar nas telas de um smartphone ou à um clique de um post num blog com nome curioso, como Muratuba ou Suruacá. No evento será lançando o Concurso de Cultura Digital que tem esta finalidade, estimular a produção cultural das comunidades rurais que já dispõem de aparelhos celulares com características multimídia. Com o tema “O que é a cultura da minha comunidade?” a iniciativa visa registrar aspectos importantes ou originais da cultura ribeirinha, documentando lendas, contos, histórias e demais elementos do patrimônio cultural local.

“Na teia cabocla vamos juntar as experiencias educativas que o projeto saúde e alegria vem desenvolvendo nos rios e a diversidade cultural que as comunidades trazem. Por isso o encontro será um rico laboratório de experimentações, aberto à criação e ao fortalecimento desta grande rede de aprendizagem. Tudo isso deverá resultar no que estamos chamando de Arranjos Educativos Locais”, conta Fabio Pena.

Além das oficinas, haverá momentos de planejamento para a multiplicação das experiencias nas comunidades, através da metodologia dos Arranjos Educativos Locais, onde as pessoas podem se juntar, se conectar em rede para aprender juntas, de forma colaborativa pautando os temas do seu interesse pessoal e coletivo.